Andes-SN divulga Nota convocando a mobilização virtual em defesa da educação e da saúde públicas em tempos de Coronavírus

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Os setores das Federais, das Estaduais e Municipais do Andes-SN se reuniram em Brasília nos dias 14 e 15 de março. O encontro debateu a construção da greve da categoria, tendo em vista os impactos da redução de investimentos públicos na educação e na saúde a partir da Emenda Constitucional nº 95/16. Os efeitos da pandemia gerada pelo novo coronavírus (COVID-19) também estiveram em pauta.

Ao fim do encontro foi divulgada uma conclamando a manutenção da mobilização da categoria. No documento, o Sindicato Nacional dos Docentes em Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) salienta a defesa da educação pública, articulada à defesa do Sistema Único de Saúde.

O texto evidencia, também, o potencial tecnológico, cientifico e acadêmico das instituições públicas do Brasil, lembrando o trabalho de sequenciar o genoma do novo coronavírus (Confeito pelas biomédicas Jaqueline Goes de Jesus, Ingra Morales, Flávia Salles e a farmacêutica Erika Manuli, pesquisadoras da Faculdade de Medicina da USP, dentro do Instituto Adolfo Lutz – IAL), e ratifica a função social das Instituições públicas de ensino superior, da ciência como um todo e do SUS.

Lembra ainda que a Emenda Constitucional nº 95/2016, conhecida por “Teto dos gastos”, congelou investimentos públicos nas áreas sociais. A Comissão de Orçamento e Financiamento (Cofin) do Conselho Nacional de Saúde (CNS), apontou que “o prejuízo em relação ao SUS já chega a R$ 20 bilhões e que, ao longo de duas décadas, os danos são estimados em R$ 400 bilhões a menos para os cofres públicos.

Por fim, afirma que embora nesse momento, por uma questão de saúde publica, não seja possível a manutenção de atos, passeatas e manifestações de rua, o ANDES-SN orienta as seções sindicais e o conjunto do(a)s professore(a)s a estarem atento(a)s às contrarreformas do governo federal e dos governos estaduais e municipais. No dia 18 de março, manter a greve e a mobilização com “guerrilha virtual” e panfletagens em espaço de trânsito da classe trabalhadora, respeitando a realidade de cada local.

Leia a Nota na íntegra