Licença-maternidade passa a ser considerada na avaliação da produtividade no Prociência

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O reitor em exercício, Mario Sérgio Alves Carneiro, assinou ontem, 03 de dezembro, Ato Executivo de Decisão Administrativa (Aeda 080/REITORIA/2020) na qual resolve considerar a maternidade no período de contabilização de avaliação de produtividade das docentes que concorrerem ao Prociência, principal edital da instituição. A partir de agora, as pesquisadoras da UERJ que gozaram de licença maternidade no período avaliado pelo Prociência terá acrescido em sua análise de produtividade mais um ano para cada licença concedida, até o limite de dois anos.

A medida tem por objetivo minorar os efeitos da maternidade sobre as carreiras das docentes que, em função das demandas de cuidado envolvendo os filhos, vivenciam uma queda na sua produtividade, principalmente durante os primeiros seis anos da criança. A demanda foi realizada pelo Grupo de Trabalho Mães Cientistas UERJ que, em agosto deste ano, encaminhou carta à reitoria chamando a atenção para a necessidade de implementação de políticas na universidade que fomentem a igualdade de gênero e reconheçam que o trabalho do cuidado deve ser valorizado por fazer parte da própria condição humana. A medida se tornou ainda mais importante neste momento, quando, em função do isolamento social, as crianças estiveram a maior parte do ano em casa, de modo que o trabalho acadêmico das mães cientistas foi bastante afetado, como já mostrou levantamento realizado pelo Parent in Science com 15 mil pesquisadoras/res, no começo da pandemia.

Imagem: detalhe do cartaz de divulgação do debate Maternidade, Ciência e Pandemia, promovido pelo GT Mães Cientistas e pelo Instituto de Medicina Social (IMS) da Uerj