Os/as docentes integrantes do GT dos triênios e a Asduerj vêm a público comentar sobre declarações feitas pela Magnífica Reitora na sessão do Conselho Universitário realizada no dia de hoje.
Ao ser parabenizada pela aprovação do PL dos adicionais – que parte desta casa e se estende por todo funcionalismo do Executivo deste estado – a reitora coloca a si e à sua gestão como protagonista deste processo. Tal declaração é, além de lamentável, grave por ser inverídica. O projeto de lei nasce da luta incessante de docentes e técnicos da universidade, que durante meses se debruçaram sobre o tema, se reuniram com diversos setores do governo e, em conjunto ao jurídico da Asduerj, chegaram ao texto do PL, aprovado sem emendas pela Alerj.
A reitoria reivindica para si um papel que não lhe pertence: as categorias organizadas em luta e suas associações de classe são as únicas legítimas para reivindicar esse protagonismo. A fala ignora o papel imprescindível dos comandos de greve e do GT dos Sem Triênio. Receber e escutar as reivindicações da categoria, bem como a celeridade da procuradoria em seu parecer, são posturas louváveis – porém constituem dever de qualquer gestão universitária. A disposição do Conselho Universitário por sua aprovação unânime foi uma conquista coletiva da UERJ através da sua instância máxima de deliberação.
Dito isto, apagar o trabalho árduo do GT, substituindo-o pelo sintagma “todos” em sua fala, o que pode soar oportunista, em momento nenhum fortalece a reitoria. A luta das categorias da universidade e de seus sindicatos não fragiliza uma gestão da administração da universidade, que deveria sempre ter como missão de ser cada vez mais uma universidade pública, gratuita, popular, de qualidade e inclusiva. Antes, o reconhecimento da luta sindical, composta por categorias engajadas e articuladas, só tem a contribuir para o crescimento desta instituição tão fundamental para o estado do Rio de Janeiro.
Em nenhum momento durante a greve a Reitoria se manifestou acerca desse instrumento de luta ou das mobilizações da categoria – ao passo que se colocou como negociadora, como se o que levasse a essas conquistas não fossem exclusivamente as próprias categorias em luta. Não é tarde para que a reitoria reconheça os verdadeiros atores das conquistas em curso, e assim esperamos, por bem da verdade e da justiça histórica.
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#ParaTodosVerem: Uma ilustração política vibrante retrata uma mulher de cabelos grisalhos discursando em um pódio diante de uma plateia, celebrando a conquista do Adicional de Desempenho Funcional (ADF) durante uma greve.
A composição é organizada com a figura principal posicionada em primeiro plano, vista de costas, ocupando a maior parte do espaço vertical. Ela está atrás de um pódio de madeira, com o braço estendido apontando para frente, enquanto segura um cartaz com a outra mão. A cena sugere um ambiente de conferência ou reunião pública, com uma audiência desfocada ao fundo que parece aplaudir, criando uma sensação de engajamento e apoio coletivo.
A protagonista é uma mulher de meia-idade com cabelos curtos e grisalhos, vestindo um blazer azul escuro. Ela usa óculos e exibe uma postura confiante e decidida. Atrás dela, o cartaz de papel amarrotado declara “ADF é conquista da greve d@s trabalhador@s da UERJ!”. Sua expressão, embora vista apenas de perfil, transmite determinação e entusiasmo, complementada pelo balão de fala que exclama “Conseguimos a ADF!”. O design gráfico inclui elementos de protesto como o selo “Estado de Greve!” no canto superior esquerdo.
A imagem utiliza um estilo de arte digital que remete a charges editoriais ou ilustrações de jornais sindicais. A execução técnica emprega contornos fortes e cores sólidas com sombreamento básico para conferir volume às formas. O estilo é comunicativo e direto, típico de materiais de propaganda política, priorizando a clareza da mensagem escrita e a expressividade visual dos personagens para engajar o público-alvo e reforçar o tom de reivindicação e vitória.
O cenário é definido pelo pódio de madeira e pelo microfone, elementos que estabelecem um contexto de oratória formal. A iluminação é brilhante e neutra, típica de espaços internos, com os elementos de texto dispostos estrategicamente para guiar o olhar do leitor. O ambiente transmite uma atmosfera de união e celebração de uma vitória trabalhista, utilizando o fundo desfocado com a plateia para conferir profundidade e enfatizar que a ação da protagonista representa um esforço coletivo e organizado. Fim da descrição.



