Asduerj apoia greve de trabalhadores da ECT contra a privatização e pela manutenção de direitos

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Como amplamente noticiado, os trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT- inciaram uma greve nacional por tempo indeterminado a partir das 22h da última segunda-feira, 17/8.

A retirada de direitos históricos dos trabalhadores dos Correios e a falta de proteção para o trabalho “essencial” durante a pandemia, além da veiculação constante de notícias falsas sobre a real situação da empresa, como forma de justificar a retirada de direitos e o encaminhamento da privatização dos Correios, são os motivos da grande adesão da categoria à greve, como informa a página do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares do Rio de Janeiro (Sintect-RJ).

“A categoria não reivindica nenhum direito ou benefício novo, nem aumento salarial, mas apenas a manutenção do atual Acordo Coletivo, com respeito à decisão soberana do TST em 2019, sem a destruição de suas cláusulas. A direção da empresa recorreu ao STF, que concedeu liminar para suspensão de duas cláusulas, sendo uma delas a duração. Mesmo sem o julgamento do mérito, a direção da empresa se achou no direito de decidir que o acordo passou a ter validade de um ano” e não de dois anos como determina o TST, afirma o Sintect-RJ.

Para o Sindicato, “por trás da retirada de direitos dos trabalhadores dos Correios está o plano da atual direção da empresa, fiel ao governo Federal, de liquidar os Correios a qualquer custo”.

– O enxugamento da folha salarial ao mínimo é uma das exigências do mercado. Vale lembrar que essa privatização foi um ponto forte da campanha eleitoral do atual Presidente da República, Jair Bolsonaro, afirma o Sintect.

Empresas estrangeiras são maiores interessadas na privatização

Os Correios prestam um serviço público essencial ao país, beneficiando populações de regiões que não seriam contempladas pela iniciativa privada, pois não proporcionariam lucro a estas empresas, situação que já ocorre por exemplo com os serviços bancários em algumas cidades de pequena densidade demográfica.

O Sindicato dos trabalhadores dos Correios denuncia ainda que as os principais interessados na privatização da empresa não são as transportadoras privadas nacionais, pequenas, médias e grandes, mas empresas estrangeiras de comércio eletrônico e logística, como Amazon, UBER, Fedex, UPS, que direcionam nesse momento as ações do governo e da ECT.

A Asduerj manifesta seu apoio à luta dos trabalhadores dos Correios pela manutenção dos direitos e contra a privatização da empresa.

Saiba mais em: https://sintectrj.org.br/

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