Asduerj e Sintuperj elencam reivindicações de docentes e técnicos em reunião no Centro de Ciências Sociais

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A Asduerj e o Sintuperj se reuniram na última quarta-feira, 20/3, com a nova direção do Centro de Ciências Sociais (CCS). O encontro foi uma iniciativa do recém-empossado diretor do CCS, professor Renato Veloso, e ocorreu na sala de reuniões do Centro Setorial.

O objetivo, segundo Veloso, foi ouvir as demandas dos sindicatos e colocar a sua gestão à disposição da pauta das trabalhadoras e trabalhadores da universidade. A coordenação do DCE/Uerj também foi convidada mas não pôde comparecer.

A precariedade das condições de trabalho de docentes substitutos e técnicos contratados foi um dos pontos centrais da conversa. Além dos baixos salários, essas trabalhadoras e trabalhadores não têm isonomia de direitos com os servidores efetivos, como ocorre em outras universidades públicas, e nem sequer têm acesso ao bandejão.

A Asduerj relatou que a atual gestão tem realizado uma sequência de plenárias de base e esse segmento docente foi o primeiro a se reunir com a direção. “A partir desse encontro criamos um Grupo de Trabalho para discutir táticas de luta que possibilitem a ampliação dos direitos destes trabalhadores”, destacou o diretor da Asduerj Dario de Sousa e Silva.

INSS de substitutos

A Asduerj também tem facultado a estes docentes uma filiação solidária a partir de uma contribuição simbólica, que possibilita seu atendimento pela assessoria jurídica do sindicato. Recentemente, a demanda por esse atendimento cresceu devido a questionamentos quanto ao repasse pela universidade da contribuição ao INSS referente a estes trabalhadores.

Ainda sobre o tema, o diretor do CCS afirmou ter questionado à Diretoria de Administração Financeira (DAF) da universidade, que negou a existência de irregularidades no repasse. Haveria, no entanto, uma inadequação do sistema que não individualiza de imediato os valores referentes a cada trabalhador. Em casos de emergência, processos estão sendo gerados caso a caso. “Uma situação que não é a ideal”, destacou.

A assistência à saúde da comunidade universitária foi outro ponto muito debatido no encontro. O crescimento de situações de vulnerabilidade, principalmente quanto à saúde mental, após a pandemia foi expressiva em todos os segmentos. “Muitas doenças inclusive estão sendo geradas devido a condições de trabalho. Precisamos pensar em formas coletivas de prevenção e assistência”, destacou a presidente da Asduerj, Amanda Moreira.

A presidente ressaltou ainda a importância de se reativar o sentido da luta coletiva na universidade.

– “Estamos em plena mobilização pela recomposição salarial. Fizemos um ato no dia 13 de março com expressiva participação de docentes e técnicos. Mas é necessário fortalecermos esta luta. Infelizmente, nos últimos anos, fomos seduzidos por ganhos a partir de auxílios. Estes nem sempre constam no contracheque e podem ser retirados a qualquer momento. É preciso recuperarmos o senso de coletividade que também se expressa na luta pela recomposição salarial, que beneficia a todos, inclusive os aposentados.

A diretoria da Asduerj parabenizou a iniciativa da diretoria do CCS, que se dispôs a levar as questões discutidas com os sindicatos a outros espaços de debate da universidade, como o Fórum dos Diretores.

Também participaram do encontro as coordenadoras do Sintuperj Regina de Souza e Neuza Conceição, além dos assessores da direção do CCS Arnaldo Gama e Ana Claudia Leão.

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