País chega a 100 mil mortos com manifestações contra a política genocida do governo Bolsonaro frente à pandemia

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Um dia antes de o Brasil completar a triste marca de 100 mil mortos por Covid-19, no último sábado, manifestantes protestaram em todo o país contra a política genocida do governo Bolsonaro frente à pandemia.

Organizado pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo junto ao Fórum por Direitos e Liberdades Democráticas, além de outros movimentos sociais, o Dia Nacional do Luto à Luta mobilizou as redes sociais na sexta-feira, 7/8.

Manifestantes também foram às ruas com cartazes e faixas “Fora, Bolsonaro!” em pelo menos 29 cidades do país, segundo os organizadores. As atividades procuraram respeitar os cuidados sanitários e de distanciamento social.

Centrais denunciam aumento das desigualdades na pandemia

Um ato unificado reuniu representantes de todas as centrais sindicais de trabalhadores na Praça da Sé, em São Paulo, numa demonstração de força e unidade pela luta em defesa da vida, por direitos dos trabalhadores, em defesa do emprego e pelo Fora, Bolsonaro.

As centrais destacaram o aumento do número de desempregados, que chegou a um índice de 12,9% da população economicamente ativa no país, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada no dia 30 de junho.

Em sua página na Internet, o movimento “Vamos precisar de todo mundo” – que também participou do protesto – divulgou dados que apontam um crescimento alarmante das diferenças sociais durante a pandemia. “Enquanto isso, o ministro da economia, Paulo Guedes, só se preocupa em acabar com os direitos dos trabalhadores, privatizar o país e enriquecer os empresários e os bancos”, denunciaram as centrais.

Segundo o Relatório Quem Paga a Conta? – Taxar a Riqueza para Enfrentar a Crise da Covid-19 na América Latina e Caribe, da Oxfam Brasil, os ricos ficaram mais ricos entre março e junho deste ano. Neste período, assegura o Relatório, 42 bilionários do Brasil aumentaram suas fortunas em US$ 34 bilhões, o equivalente a aproximadamente R$ 177 bilhões.

Movimento nacional se insurge contra retorno às aulas na pandemia

O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior – Andes-SN – também participou ativamente dos protestos. Em Editorial, divulgado na sexta-feira, o Sindicato destacou a mobilização de professoras e professores da educação básica de todo país contra o retorno das aulas presenciais, no momento em que se completam 3 milhões de casos de Covid-19 e 100 mil mortes provocadas pela doença.

Um levantamento publicado pelo Andes-SN mapeia essa luta em todo o país, com destaque para o Estado do Rio Janeiro. A matéria lembra que os professores da rede pública municipal de ensino do Rio decretaram greve contra o retorno que estava previsto para o dia 3 de agosto. Informa também que o mesmo aconteceu na rede estadual, com a greve decretada para o dia 5 de agosto. Na rede particular, os professores decidiram, em assembleia realizada no dia 1° de agosto, manter a greve decretada em 6 de julho contra a volta às aulas presenciais.

Leia a matéria com o levantamento nacional da mobilização contra o retorno das aulas presenciais na Educação básica.

Foto1: Twiter_Brasil de Fato

Foto2: todomundo.org

Foto3: Frente Brasil Popular/Facebook

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