Recomposição Salarial: Servidores estaduais voltam às ruas no dia 13 de março contra calote de Cláudio Castro

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O Fórum Permanente dos Servidores Públicos do Estado do Rio de Janeiro (Fosperj) convoca todas as categorias do funcionalismo estadual para um Ato no Palácio Guanabara, no dia 13 de março (hora a confirmar). O objetivo é pressionar o governo Cláudio Castro a abrir um canal de negociações e pagar as parcelas atrasadas da recomposição salarial, acordada em 2021.

O Ato é uma das principais manifestações de um calendário de lutas organizado pelo Fórum para as próximas semanas.

Clique e confira o calendário completo de atividades do Fosperj

9/2/24 – Apoio ao ato Carnaprotesto, promovido pela rede municipal do Rio/Sepe;

22/2/24 – Apoio ao ato do movimento estudantil do RJ (Se não reestruturar a educação vai parar!);

28/2/24 – Observar os desdobramentos da Reunião da mesa de negociação do governo com os servidores públicos federais em Brasília;

8/3/24 – Apoio do Fosperj ao ato 8M;

13/3/24 – Ato promovido pelo Fosperj no Palácio Guanabara;

28/3/24 – Apoio ao ato nacional do movimento estudantil (Pelo Bilhete único, pela revogação do Novo Ensino Médio e pela recomposição do orçamento da educação).

Em cenário adverso, Fórum busca articulação com parlamentares estaduais e federais

Representantes do Fosperj se reuniram no dia 7/2 com o deputado estadual Flávio Serafini (PSOL).

Na pauta, as estratégias de luta pela recomposição salarial e questões relacionadas ao Regime de Recuperação Fiscal que incidem diretamente sobre os direitos dos servidores.

O calote que o governador Cláudio Castro impõe ao funcionalismo, ao se negar a pagar as duas parcelas restantes da recomposição salarial, foi um dos pontos centrais da conversa.

O encontro apontou a necessidade de intensificar as articulações, que envolvam não só a Alerj mas também a bancada dos deputados do Rio em Brasília.

A avaliação é que a atual legislatura, com grande número de parlamentares conservadores, impõe limites às negociações na Alerj, demandando articulações mais amplas e, principalmente, a intensificação da mobilização dos servidores.

Para o Fosperj, é preciso uma unidade de ação do conjunto de servidores do estado, em especial os do poder executivo, que ainda não receberam a recomposição acordada em 2021, colocando a questão fundamental da isonomia entre o funcionalismo dos três poderes.

A promoção de debates e atividades sobre o Regime de Recuperação Fiscal também foi considerado pelo grupo. O RRF será revisto em 2024, o que, para o Fosperj, representa um momento estratégico que abre a possibilidade da inclusão de eventuais excepcionalidades e novas interpretações acerca do próprio Regime.

Uma reunião ampliada com os demais deputados da Alerj, com o objetivo de organizar estratégias e os próximos passos da luta, deverá ocorrer no próximo mês. O Fosperj pretende criar ainda uma Comissão de Servidores para visitar os gabinetes dos deputados federais do Rio em busca de apoio à luta pela recomposição salarial.

A Asduerj, que compõe o Fosperj desde a sua criação em 2019, foi representada na reunião pelo professor Frederico Irias (Febf).

Leia também: Agenda das frentes de luta: Fosperj articula novas estratégias de mobilização das categorias e se reúne com deputado na Alerj

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